terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

ESGOTAMENTO PROFISSIONAL - Um mal atual



Nos últimos anos tem se acentuado o número de pessoas, que apresentam um esgotamento físico e mental profundo associada à vida profissional e o desempenho nela conseguido talvez, pelo ritmo de trabalho acelerado e cada vez mais frenético da vida moderna, em particular, nos grandes centros urbanos.
Quando se percebe algo de errado com o humor, com as emoções ou com o corpo é preciso tomar providências para identificar o que pode ser e tratar de eliminar esse mal o mais rápido possível, voltando para a condição normal que deve ser de saúde. Emoções e situações esquecidas muitas vezes não desaparecem completamente. Esse movimento da mente humana é comum, pois, acontece com todas as pessoas de um modo ou de outro, em um nível inconsciente. São essas repressões mal sucedidas que vão provocar danos e que é claro, acabam por interferir também no desempenho profissional. Esse esgotamento mental que vai se agravando pode levar a pessoa a um estado depressivo que acaba atingindo todos os setores de sua vida. Em mulheres, as alterações no ciclo menstrual são um sintoma físico importante. Além desses, existem sintomas psicológicos como: dificuldade de concentração, lentificação ou alteração do pensamento, impaciência, irritabilidade, baixa autoestima, desconfiança, depressão, em alguns casos paranoia, sentimentos negativos sobre o viver, trabalhar e ser.
A partir desses sintomas, a pessoa desenvolve comportamentos como: negligência ou perfeccionismo, agressividade nas relações cotidianas, perda da flexibilidade emocional e da capacidade de relaxar e planejar. Além disso, tende ao isolamento, à perda de interesse pelo trabalho e outras atividades.
A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. A palavra síndrome designa um conjunto de sintomas, que podem ser físicos, psíquicos, de comportamento etc. No caso da Síndrome de Burnout, os sintomas mais expressivos são: crescimento da fadiga constante, distúrbios de sono, dores musculares, dores de cabeça e enxaquecas, problemas gastrointestinais, respiratórios, cardiovasculares. Invariavelmente a origem está nas situações pessoais traumáticas que cada pessoa passou em sua vida e foram levadas para o inconsciente. O que acontece é que em determinados momentos tudo isso aparece novamente de formas diferentes, ou seja, como sintomas, causando sofrimento contínuo, muitas vezes insuportável.
Apesar de associada ao desempenho profissional, de manifestar-se na maioria das vezes no ambiente de trabalho e em função dos conflitos que surgem nas relações interpessoais, bem como da dificuldade para resolvê-los, podemos dizer que esse esgotamento mental, emocional e que acarreta também sintomas físicos, tem sua origem em emoções que foram reprimidas em determinadas circunstâncias.

O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar uma síndrome de esgotamento profissional. Não usar a falta de ritmo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Uma análise profunda e sincera das condições de trabalho e como estas estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental pode ser um bom começo.  Avalie também os seus objetivos profissionais e quanto eles são realmente importante dentro do seu conceito de felicidade. A espiritualidade e a fé podem ajudar bastante no processo de cura. Práticas alternativas tem sido muito bem vistas pelas comunidades médicas e terapêuticas como coadjuvantes no tratamentos dessa síndrome.  Seja como for, se você se identificou com alguns desses sintomas, procure ajuda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário